O Portal do Professor disponibiliza uma infinidade de materiais para professores em diferentes disciplinas.
Destaco aqui um vídeo que tem por objetivo apresentar as variações culturais e linguísticas dos povos de língua portuguesa.
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnica.html?id=812
No link abaixo, você encontrará o áudio do conto Uma vela para Dario de Dalton Trevisan cujo objetivo é despertar o interesse pela leitura.
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnica.html?id=9895
Em Artes, uma proposta de atividade que visa mostrar que os resultados obtidos ao misturar cores de luz e cores de tinta são diferentes
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnica.html?id=9895
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Atividade didática com uso de tecnologia
Da minha janela
Justificativa:
As novas tecnologias surgidas nas últimas décadas colocaram um grande volume de informações em circulação e possibilitou novas formas de aprendizagem. No entanto, as escolas , em sua maioria, mantêm uma postura tradicional que não dialoga com essa nova realidade. A incorporação do uso de TIC`s em sala de aula é uma forma de atualizar as práticas pedagógicas vigentes, aproximando e promovendo a interação entre a escola e esta nova sociedade de informação.
Nível de ensino:
9º ano- Ensino Fundamental
Disciplina:
Língua Portuguesa
Objetivo Geral:
Os alunos deverão ser capazes de utilizar recursos tecnológicos na produção e apresentação de um poema.
Objetivos específicos:
Levar os alunos a :
• Reconhecer e compreender textos do gênero poema;
• Produzir um poema a partir de uma imagem;
• Usar recursos tecnológicos na elaboração da atividade proposta.
Metodologia:
• Providenciar poemas para leitura ( sugestão: Cidadezinha qualquer de Carlos Drummond de Andrade);
• Promover atividades de análise da estrutura e dos recursos linguísticos empregados no gênero em estudo;
• Formular questões que levem os alunos a refletir sobre as imagens construídas a partir da leitura dos poemas e ilustrá-las;
• Propor a captura de uma imagem para posterior produção de um poema.
Procedimentos:
• Ler os poemas selecionados;
• Apresentar questões que proporcionem a identificação dos recursos utilizados na produção dos textos lidos, próprios do gênero em questão;
• Perceber através da fala dos alunos e das ilustrações feitas as possíveis imagens e interpretações geradas por um mesmo texto;
• Propor aos alunos que fotografem a paisagem vista de suas janelas, utilizando um aparelho celular e, a partir da foto, produzam um poema ( as instruções poderão ser dadas através de um blog);
• Transferir as imagens capturadas por meio de bluetooth ou e-mail para, posteriormente, serem inseridos nos computadores do laboratório da escola;
• Orientar os alunos na utilização dos recursos tecnológicos disponíveis no laboratório de informática para a produção de slides no Impress, utilizando a foto e o texto produzido.
Recursos:
Livro de poemas e poemas impressos, celulares, máquinas fotográficas, internet, computadores.
Avaliação:
A avaliação deverá ser contínua, contemplando todo o processo até a confecção de slides.
Eliana S. Rodrigues
EXECUÇÃO E RESULTADOS: IMAGENS
Justificativa:
As novas tecnologias surgidas nas últimas décadas colocaram um grande volume de informações em circulação e possibilitou novas formas de aprendizagem. No entanto, as escolas , em sua maioria, mantêm uma postura tradicional que não dialoga com essa nova realidade. A incorporação do uso de TIC`s em sala de aula é uma forma de atualizar as práticas pedagógicas vigentes, aproximando e promovendo a interação entre a escola e esta nova sociedade de informação.
Nível de ensino:
9º ano- Ensino Fundamental
Disciplina:
Língua Portuguesa
Objetivo Geral:
Os alunos deverão ser capazes de utilizar recursos tecnológicos na produção e apresentação de um poema.
Objetivos específicos:
Levar os alunos a :
• Reconhecer e compreender textos do gênero poema;
• Produzir um poema a partir de uma imagem;
• Usar recursos tecnológicos na elaboração da atividade proposta.
Metodologia:
• Providenciar poemas para leitura ( sugestão: Cidadezinha qualquer de Carlos Drummond de Andrade);
• Promover atividades de análise da estrutura e dos recursos linguísticos empregados no gênero em estudo;
• Formular questões que levem os alunos a refletir sobre as imagens construídas a partir da leitura dos poemas e ilustrá-las;
• Propor a captura de uma imagem para posterior produção de um poema.
Procedimentos:
• Ler os poemas selecionados;
• Apresentar questões que proporcionem a identificação dos recursos utilizados na produção dos textos lidos, próprios do gênero em questão;
• Perceber através da fala dos alunos e das ilustrações feitas as possíveis imagens e interpretações geradas por um mesmo texto;
• Propor aos alunos que fotografem a paisagem vista de suas janelas, utilizando um aparelho celular e, a partir da foto, produzam um poema ( as instruções poderão ser dadas através de um blog);
• Transferir as imagens capturadas por meio de bluetooth ou e-mail para, posteriormente, serem inseridos nos computadores do laboratório da escola;
• Orientar os alunos na utilização dos recursos tecnológicos disponíveis no laboratório de informática para a produção de slides no Impress, utilizando a foto e o texto produzido.
Recursos:
Livro de poemas e poemas impressos, celulares, máquinas fotográficas, internet, computadores.
Avaliação:
A avaliação deverá ser contínua, contemplando todo o processo até a confecção de slides.
Eliana S. Rodrigues
EXECUÇÃO E RESULTADOS: IMAGENS
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
O hipertexto e as novas formas de leitura
O hipertexto é um documento eletrônico composto de nodos ou de unidades
textuais interconectados que formam uma rede de estrutura não-linear, por meio de links, que são as conexões feitas entre nós em um hipertexto. Os nós podem ser trechos, palavras, figuras, imagens ou sons no mesmo documento ou em outro documento hipertexto.[...]
O texto eletrônico em formato hipertextual e multimidial oferece um novo meio de leitura e de escrita. [...]
A escrita eletrônica não se limita aos textos verbais, podendo os elementos de escrita serem palavras, imagens, sons, ações ou processos realizados por computador. Em vez de ler parágrafos, o leitor pode ver cenas em um vídeo, observar uma seqüência de fotografias, ouvir uma narração oral ou escutar um fragmento musical.
Outro tipo de divulgação, cada vez mais presente na Internet, são os livros digitais com conteúdo na íntegra. Como exemplo temos os livros na área de TIC no site do Núcleo de Informática na Educação da UNICAMP (NIED), publicações do Grupo de Tecnologia Educacional da Universidad de Sevilha, publicações da TV Escola: guias, revistas e cadernos. Essa tendência de digitalizar ou já se produzir no formato digital todo e qualquer documento para fins de divulgação levará à virtualização total das bibliotecas no futuro próximo. Essa realidade ainda depende da solução de muitos problemas, sendo o principal deles a questão dos direitos autorais.
No site www.virtualbooks.com.br , há livros digitais grátis em português, em inglês e em outras quatro línguas. “Vinte Mil Léguas Submarinas”, de Júlio Verne, “Os Lusíadas”, de Camões.
Som, imagem, texto, vídeo, objetos virtuais de aprendizagem e ferramentas interativas podem ser consultados e usados em http://portaldoprofessor.mec.gov.br/ , site do Ministério da Educação.
Outras 18 mil bibliotecas compõem o catálogo do www.libdex.com , no qual há dezenas de endereços virtuais para cada nacionalidade. International Children Digital Library (www.icdlbooks.org) traz publicações digitais ilustradas.
Poesias, contos e romances compõem o acervo online. Nele, autores como Machado de Assis – que tem seus manuscritos digitalizados em www.machadodeassis.org.br – se misturam a escritores menos conhecidos, que têm na Internet uma aliada para popularizar as suas obras.
Disponível em:
http://webeduc.mec.gov.br/midiaseducacao/material/impresso/imp_basico/e2_assuntos_a1.html ( acessado em 15/12/2011)
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
A leitura em Clarice Lispector e Júlio Cortázar
A tecnologia e a informação são as marcas do mundo atual e, por isso, ser um bom leitor é fundamental.
Lemos em busca de novos conhecimentos ou de uma postura filosófica diferente da nossa. Mas, a melhor leitura talvez seja aquela que nos faz viajar em busca do prazer, explorando mundos desconhecidos, interagindo e deixando-se envolver pela trama do texto, nas Trilhas das Letras.
Júlio Cortázar com Continuidade dos Parques e Clarice Lispector com Felicidade Clandestina, souberam materializar,com maestria, esse tipo de leitura.
Do conto de Lispector, além da versão na voz de Aracy Balabanian, há no Porta Curtas, uma adaptação livre, de 1998, com duração de 15 minutos.
Continuidade dos Parques
Júlio Cortázar
Começara a ler o romance dias antes. Abandonou-o por negócios urgentes, voltou à leitura quando regressava de trem à fazenda; deixava-se interessar lentamente pela trama, pelo desenho dos personagens. Nessa tarde, depois de escrever uma carta a seu procurador e discutir com o capataz uma questão de parceria, voltou ao livro na tranqüilidade do escritório que dava para o parque de carvalhos. Recostado em sua poltrona favorita, de costas para a porta que o teria incomodado como uma irritante possibilidade de intromissões, deixou que sua mão esquerda acariciasse , de quando em quando, o veludo verde e se pôs a ler os últimos capítulos. Sua memória retinha sem esforço os nomes e as imagens dos protagonistas; a fantasia novelesca absorveu-o quase em seguida. Gozava do prazer meio perverso de se afastar, linha a linha, daquilo que o rodeava, a sentir ao mesmo tempo que sua cabeça descansava comodamente no veludo do alto respaldo, que os cigarros continuavam ao alcance da mão, que além dos janelões dançava o ar do entardecer sob os carvalhos. Palavra por palavra, absorvido pela trágica desunião dos heróis, deixando-se levar pelas imagens que se formavam e adquiriam cor e movimento, foi testemunha do último encontro na cabana do mato. Primeiro entrava a mulher, receosa; agora chegava o amante, a cara ferida pelo chicotaço de um galho. Ela estancava admiravelmente o sangue com seus beijos, mas ele recusava as carícias, não viera para repetir as cerimônias de uma paixão secreta, protegida por um mundo de folhas secas e caminhos furtivos, o punhal ficava morno junto a seu peito, e debaixo batia a liberdade escondida. Um diálogo envolvente corria pelas páginas como um riacho de serpentes, e sentia-se que tudo estava decidido desde o começo. Mesmo essas carícias que envolviam o corpo do amante, como que desejando retê-lo e dissuadi-lo, desenhavam desagradavelmente a figura de outro corpo que era necessário destruir. Nada fora esquecido: impedimentos, azares, possíveis erros. A partir dessa hora, cada instante tinha seu emprego minuciosamente atribuído. O reexame cruel mal se interrompia para que a mão de um acariciasse a face do outro. Começava a anoitecer.
Já sem olhar, ligados firmemente á tarefa que os aguardava, separaram-se na porta da cabana. Ela devia continuar pelo caminho que ia ao Norte. Do caminho oposto, ele se voltou um instante para vê-la correr com o cabelo solto. Correu por sua vez, esquivando-se de árvores e cercas, até distinguir na rósea bruma do crepúsculo a alameda que o levaria à casa. Os cachorros não deviam latir e não latiram. O capataz não estaria àquela hora, e não estava. Pelo sangue galopando em seus ouvidos chegavam-lhe as palavras da mulher: primeiro uma sala azul, depois uma varanda, uma escadaria atapetada. No alto, duas portas. Ninguém no primeiro quarto, ninguém no segundo. A porta do salão, e então o punhal na mão, a luz dos janelões, o alto respaldo de uma poltrona de veludo verde, a cabeça do homem na poltrona lendo um romance.
CORTAZAR, Julio. Final do jogo.
Trad. Remy Gorja Filho.
Rio de Janeiro, Ed. Expressão e Cultura, 1971.
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